Como seu condomínio pode enfrentar a crise energética

Como seu condomínio pode enfrentar a crise energética?

Nos últimos anos o Brasil enfrenta uma sequência de altas no valor da tarifa de energia elétrica, o que tem impactado, substancialmente, o orçamento das pessoas, empresas e também condomínios, onde conta de luz representa uma fatia significativa dos gastos. Neste artigo, vamos discutir maneiras como o seu condomínio pode enfrentar a crise energética. Continue a leitura.

Contexto da crise

Vários são os fatores que explicam a atual situação que o Brasil enfrenta, entre eles estão:

  • o desmatamento da Amazônia;
  • forte período de escassez de chuvas;
  • pouco investimento em fontes de energia alternativas;
  • aquecimento global causado por queima de combustíveis fósseis e
  • má gestão das hidrelétricas.

Como consequência ocorre o acionamento das usinas termelétricas, mais poluentes e caras, para suprir o fornecimento de energia. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o acionamento delas pode custar R$ 9 bilhões aos consumidores.

O risco de enfrentarmos um período de racionamento e apagões é real. Então, como a administração do condomínio pode tentar reduzir os impactos econômicos e encontrar um equilíbrio entre gastos e uso consciente de energia? É o que falaremos a seguir.

Como preparar o condomínio para possíveis apagões?

Em 2001, o Brasil enfrentou uma das piores crises energéticas de sua história, este período foi marcado por blecautes programados pelo governo federal, proibição de eventos noturnos como shows e partidas de futebol, bem como de uma mudança na forma de consumir energia, por parte de famílias e empresas que passaram a trocar lâmpadas e equipamentos por outros mais eficientes e de baixo consumo.

Mas, o que isso tem a ver com o que passamos hoje? Tudo. Já que nos encontramos em um contexto parecido. Para garantir que seu condomínio sofra o mínimo possível com isso, algumas medidas preventivas podem ser tomadas.

  • Fazer a revisão do sistema de gerador e nobreaks, podendo ser avaliada a necessidade de expansão para atender outras áreas;
  • Aprimorar o funcionamento da portaria;
  • Treinamento operacional da equipe.

Caso o seu condomínio não tenha equipamentos do tipo, deve considerar como prioridade deliberar sobre o investimento em assembleia.

Quais equipamentos mais consome energia em um condomínio?

  • Bombas de água;
  • Elevadores;
  • Iluminação;
  • Refrigeração.

Pequenas ações que geram resultados

Algumas medidas que podem ser tomadas para reduzir os gastos com energia elétrica são:

  • uso de lâmpadas de LED;
  • instalação de sensores de presença nos corredores de elevadores, garagens e áreas comuns;
  • temporizador de trilhos;
  • manutenção preventiva na rede elétrica.

Campanhas para consumo consciente

Além de gerenciar as demandas, também é tarefa do síndico mobilizar condôminos e moradores em torno das pautas que são de interesse de todos. Por isso, desenvolver campanhas de comunicação que conscientizem e passem dicas sobre como as pessoas podem economizar, pode gerar resultados bastante positivos.

Estabelecimento de metas

O estabelecimento de metas ajuda o síndico tanto a ter um norte para onde seguir, quanto pode ser compartilhado com os moradores como um “sistema de incentivo”. Novamente é uma forma de mobilizar a comunidade em um objetivo comum.

Essas metas devem ser calculadas conforme o histórico de consumo do local e precisa ser ambiciosa o suficiente para engajar, mas também realista para poder ser alcançada.

Energia Solar Fotovoltaica

O investimento em energia solar é positivo em diversos aspectos:

  • geração de energia limpa e renovável;
  • maior previsibilidade dos gastos do condomínio;
  • proteção contra as oscilações de valor das taxas de energia;
  • previne contra apagões.

A energia solar em condomínios é feita por um sistema geral instalado em alguma área comum, o que é gerado pode suprir o consumo desta e de outras áreas comuns assim como de cada unidade individual. Isso reduz drasticamente o gasto com energia.

Algumas medidas podem ter efeito mais imediato que outras, por isso, cada síndico deve avaliar o contexto atual e como o condomínio pode enfrentar a crise energética com uma ou mais ações como estas.

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